Japoréia do Sul
Nome mais simples para esta Copa:
Copa da Japoréia do Sul – 2002
(Vi “Japorea” numa das listas de futebol de que participo.)
Elucubrações sobre a Vida, o Universo e Tudo Mais
Nome mais simples para esta Copa:
Copa da Japoréia do Sul – 2002
(Vi “Japorea” numa das listas de futebol de que participo.)
Derrubando mitos e tabus – E não me venham com essa de que futebol é o ópio do povo, é instrumento da ditadura, etc, etc, etc. Não dou crédito a isso porque, muito antes de nossa ditadura ser instaurada, os brasileiros já eram fanáticos por futebol. Em 1950, 200 mil pessoas lotaram o Maracanã. Em 1958 e 1962, fomos bicampeões mundiais. Só tivemos uma Copa ganha durante a ditadura, a de 1970 – depois, nunca mais.
A não ser que você considere o governo Itamar Franco como resquício da ditadura militar, não dá pra dizer “eu não gosto de futebol porque isso é uma forma de enganar o povo para encobrir as barbaridades políticas e a situação miserável do país”. Mesmo porque, se assim fosse, nossa situação miserável só seria inteiramente encoberta por um mês a cada 4 anos. Num país politicamente consciente, isso não faria diferença nenhuma. Se no nosso faz, o problema está em outro lugar, não no futebol.
Derrubando mitos e tabus – Os brasileiros e os profissionais de alguma forma ligados ao futebol costumam dizer que o futebol arte morreu no exato instante em que acabou a partida do Brasil contra a Itália, em 1982, na Copa da Espanha. Depois de ler algumas coisas sobre Copas anteriores à de 82, não consigo mais concordar com essa afirmação.
Uma das coisas que li é que, na Copa de 1954, a Hungria jogava com um futebol bonito, que podia ser considerado arte. Foi às finais, inclusive depois de ganhar um jogo contra o Brasil, e perdeu. Perdeu para o futebol força alemão, tradicionalmente feio, duro e ranzinza.
Por que será que, nessa época, ninguém se atreveu a dizer que o futebol arte morrera? Só porque a Copa era uma criação relativamente recente? Ou porque o Brasil ainda jogava bonito? Brasil, sim, porque, antes de Garrincha, Pelé e cia., houve pelo menos um jogador considerado grande e mestre: Leônidas, o inventor da bicicleta, um dos maiores jogadores do São Paulo de todos os tempos, mas certamente o primeiro grande.
Bom, voltemos a 1982. Por que, então, todos – principalmente, os brasileiros – insistem em dizer que o futebol arte morreu na derrota para a Itália? Não sei, porque não sou analista nem psicólogo das massas. Mas talvez – e muito provavelmente – tenha relação com o fato de não aceitarmos – nem nós nem ninguém – aquela derrota absurda e inexplicável para os italianos.
A não-aceitação da derrota foi muito bem analisada por Tales A.M. Ab’Sáber, psicanalista que escreveu um belíssimo artigo na penúltima edição do caderno Mais!, da Folha de S. Paulo, como vi depois de pensar em escrever este post (só vi o conteúdo dessa edição esta semana). O desejo de apagarmos da memória a Tragédia do Sarriá é tão grande que acabamos inventando desculpas para justificar a derrota da nossa melhor seleção de todos os tempos – talvez a melhor de todas em toda a história das Copas.
Se você não tem um email do UOL para ler o artigo, clique no link abaixo para ver o artigo completo.
Coincidência espantosa. Mas também muito agradável para nós, brasileiros.
A revista Veja – brasileira, antiga e considerada “grande” aqui – compara os blogs a “diários adolescentes”, só isso. A Newsweek – norte-americana, famosa e mais conhecida que a Veja, sem dúvida – pergunta, já no título de uma de suas reportagens: “Será que os blogs vão matar a velha mídia?”.
Uma das duas publicações está com problemas de percepção. Ou uma não está dando a devida importância aos blogs ou a outra está exagerando.
Minha opinião e a da maioria dos blogueiros? A Veja deveria ir ao oftalmologista.
A enquete da BBC com uma pesquisa para saber quem foi o melhor jogador do mundo de todos os tempos foi crackeada. Se não foi, o que explica o resultado estar mostrando cerca de 40% para o Pelé e 45% para o Maradona num dia e, agora, apresentar aproximadamente absurdos 75% para o Maradona e 2% (isso, 2%) para o Pelé?
Não tenho dúvidas: foi crackeada.
Sou do tipo que acha um absurdo alguém não querer assistir aos jogos da seleção ou dizer que odeia futebol. Não adianta, sou assim e pronto.
Pra mim, a Copa do Mundo é o único momento em que nós sentimos realmente o que é ser brasileiro. A única vez que sabemos o que é dar as mãos para a pessoa que está do lado, mesmo sem saber quem é, e que temos certeza de que ela está vibrando por um mesmo objetivo ou que está emocionada por um mesmo motivo.
Não concordo que digam que é nacionalismo idiota e falso. Falso não é, porque o sentimento das pessoas não é invenção, é real. E idiota também não, porque as pessoas são conscientes, sabem que estão na merda e que o futebol não vai tirá-las de lá, mas também sabem que gostam de futebol e que gostam de vibrar com a seleção jogando. Uma coisa não exclui a outra. Não é porque a situação econômica do país está ruim que a sociedade inteira deve se esquecer do futebol para tentar arrumá-la. Sendo assim, deveríamos esquecer todo tipo de esporte, da capoeira à natação, porque todos eles só serviriam para alienar o público, que estaria fugindo das agruras políticas para buscar conforto no esporte.
Se a natação fizesse tanto sucesso quanto o futebol, os amantes de natação não diriam o que dizem da seleção brasileira nem do futebol em si. Isto vale também para os amantes do vôlei. Duvido que fossem criticar os brasileiros que estivessem parados para ver a “seleção entrar em quadra”.
Se você não gosta de futebol, azar o seu. Fique na sua, fique em casa, não comemore, não pendure bandeiras. Mas também não encha o saco dizendo que “futebol é uma perda de tempo”. Você já pensou que está perdendo muito do seu tempo dizendo isso?
O Hino Nacional tocado por uma guitarra, que o Fantástico apresentou agora, ficou lindo.
Por falar em hino, para mim ele é o mais bonito do mundo. E não é só porque sou brasileiro que penso isso, não.
Do Mario:
Bush pergunta: “há negros no Brasil?”. Incrível? Não, é apenas mais uma demonstração da extrema burrice desse que a sociedade norte-americano teve a capacidade de colocar no poder.
Não dizem que cada povo tem o líder que merece? Neste caso, é bem verdade.
Não dava pra deixar de falar da quebra doi tabu de 52 anos da Espanha. Fazia todo esse tempo que a Fúria, como é chamada mundialmente, não ganhava um jogo de estréia em Copas. Ou seja, a última vez que isso aconteceu foi em 1950, na única Copa do Mundo realizada no Brasil.
Bom, nem dá pra falar muito. Eslovênia é Eslovênia, né? Pelo menos não foi como a Arábia Saudita, que deu o segundo maior vexame na história das Copas.