19.01.2002

Sobre inteligência

atilac sáb 19.jan.2002 20:51:00

Complemento

Qualquer um vai perceber que nem há tanto post aqui sobre festa pra justificar o exemplo que dei no último parágrafo do post abaixo. Mas dane-se. 🙂

atilac sáb 19.jan.2002 20:50:00

18.01.2002

O absurdo de Manuela

Demorei pra postar isso, mas pelo menos está aqui. 
Quem está acompanhando a minissérie O Quinto dos Infernos, deve ter visto o episódio em que a Danielle Winnits (perdão se não for assim o nome, estou com preguiça de confirmar) foi estuprada pelo padrasto num dia e, no seguinte, por 30 soldados franceses, mais ou menos. Não bastasse forçar a barra com dois episódios extremamente absurdos (pelo pouco tempo entre um e outro), o autor, e depois o diretor, mostraram uma imensa insensibilidade com as mulheres que já passaram pelo trauma.
Como? Poxa, veja as cenas e os episódios seguintes: um ou dois dias depois de ser estuprada, Manuela aparentava estar muito bem. Apareceu chorando na diligência em que pegou carona para chegar a Lisboa, sim, mas só. 
A força psicológica da personagem era tanta que chegou a dizer, na cama com Francisco Gomes, que “não queria se esquecer do que aconteceu para lembrar que Gomes era um homem diferente”.
Porra, fala sério!

Update: como bem lembrou minha prima Kelly, o autor conseguiu se superar. No mesmo dia em que transou com Gomes, Manuela descobriu que estava grávida. Só assim se deram por satisfeitos.

atilac sex 18.jan.2002 20:54:00

16.01.2002

Dia bonito e sonolento na Martaland.
Decidi não mais ficar acordado até tarde para assistir a qualquer programa que seja. É melhor usar o vídeo-cassete para gravar se não qualquer dia desses não consigo levantar para trabalhar…

atilac qua 16.jan.2002 20:56:00

‘Escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando a não palavra morde a isca, alguma coisa se escreveu – Clarice Lispector.

atilac qua 16.jan.2002 20:56:00

15.01.2002

Filmes, faniquitos e outras encheções

Tenho faniquito, só pode. O Cássio fez o layout deste blog pra mim e já quero ficar trocando, mudando coisas aqui, ali… É foda! Isso porque já havia dito que não mexeria nunca mais em nada. É uma merda mesmo. O jeito é tentar aquietar a bunda na cadeira e parar de inventar, pelo menos o design do meu blog.
Me esqueci de dizer que, na semana passada, assisti a um dos filmes fora de cartaz que perdi no cinema: Shrek. Olha, sem comentários! A qualidade visual é espetacular, o roteiro é muito divertido e bem montado. Como vi a versão dublada, tenho apenas um comentário a fazer: não curti tanto assim a voz do Shrek feita pelo Bussunda, do Casseta&Planeta. Caro Bussunda, nada pessoal, juro! Até porque sou fãzaço de carteirinha do C&P. É que a voz pareceu fora do corpo do personagem, não era dele. It didn’t fit, como eles dizem lá (e dizia o Marquinhos), se é que você me entende. De resto, o filme arrasa até Monstros S.A., que é pra criança, bem diferente de Shrek, que eu chego a classificar como adulto. Não por cenas de sexo ou “nudez”, que não há, mas por piadas e paródias que só um adulto minimamente vivenciado compreende.

Obs.: os outros filmes que ainda quero ver e não consegui são Corra, Lola, Corra e Top Secret, mais velho que minha avó, mas indicado por ser um clássico da comédia.

atilac ter 15.jan.2002 21:09:00

Deus

Deus é um mega-voyeur.

atilac ter 15.jan.2002 21:08:00

Conseqüências da viagem no tempo

Já deveria ter ido dormir, mas deixa. Vamos mudar de assunto. Às vezes, fico imaginando coisas do futuro. Outro dia, estava olhando para uma menina deficiente mental de uma família amiga minha, e pensei: quando inventarem a máquina do tempo – e é apenas uma questão de tempo pra que isso aconteça -, os descendentes dessa menina poderão voltar e ajudar a mãe dela a evitar que ela nascesse com qualquer tipo de lesão. No caso dessa família amiga minha, a menina poderia ter nascido perfeita se os problemas fossem detectados antes.
Ao mesmo tempo, é provável que o uso indiscriminado de uma máquina do tempo seja proibido, pelos problemas que as alterações de fatos poderiam causar à História e ao mundo. É muito mais provável e lógico que o aparelho seja monopólio do Estado ou de um governo em especial: os EUA, ou a nação mais poderosa no momento em que ela for criada.
Indo mais além na viagem, a simples existência dessa máquina seria um motivo muito forte para a eclosão de uma Guerra Mundial nunca vista antes, que sem dúvida poderia culminar com o fim do mundo. Alterar os rumos históricos é muito mais importante e efetivo que dominar, depois de longa e dispendiosa luta, terras com petróleo em abundância ou um caminho para o mar.
Posso estar viajando, mas faz muito sentido.

atilac ter 15.jan.2002 21:07:00

Kelly na faculdade

Acabo de receber uma excelente notícia: minha prima Kelly, inteligente pacas e esforçada idem, descobriu agorinha que entrou na Faculdade de Medecina de Marília (FAMEMA), no curso de Enfermagem.
Estou muito feliz por ela, que estudava havia algum tempo para passar nos vestibulares. Ela já está bastante feliz por ter passado lá, mas ainda não saiu o resultado da USP, onde acho que ela tem chances muito boas de entrar também.
Parabéns, prima! Você merece! 🙂

Update: hoje, 15/01, vi no ICQ uma mensagem da minha prima dizendo que a faculdade de medicina não é de Marília, mas do ABC. Menos mal pela distância, só não sei se a qualidade é a mesma, porque não conheço as instituições para comparar e fazer juízo.

atilac ter 15.jan.2002 21:06:00

Preconceito e intolerância é nazismo em estado bruto

Uma das coisas de que menos gosto é das pessoas e da sociedade podarem um indivíduo, com lições de moral ou coerção de qualquer tipo.
Muitas pessoas entram tão bem no jogo da Sociedade que acabam por assumir inconscientemente os ditames que ela impõe. A Sociedade, uma espécie de empresa conservadora incorpórea mas onipresente e onipotente, diz para todos, sem falar alto, de forma que se perceba em toda esquina: “siga minhas convenções ou você será diferente do resto das pessoas, e isso é ruim”.
É aquela velha história de se encaixar. Se você não se encaixa, é escroto, estranho e maluco, está “viajando” e deve logo “se corrigir”.
E qual é a forma “correta” para as pessoas medíocres (uso esta palavra num sentido não-pejorativo, de mediano, que poderia ser ou fazer mais do que é ou faz)? Agir como as outras, claro! É preciso ser igual à média, ou seja, medíocre. Agir diferente é, no mínimo, estranho e esquisito.
O que digo não vale apenas para a opção sexual das pessoas, mas para o que elas escrevem, pensam e fazem. Isso é puro fascismo/nazismo. Aliás, Hitler levou a extremos inimagináveis a intolerância ao diferente, ao outro.
Difícil é tentar se livrar dessas amarras e, livre delas, viver. Pergunte a um gênio de qualquer área. Melhor: pergunte a uma gênia lésbica de qualquer área ou apenas a uma lésbica ou a um negro. Estes e outros tantos podem dizer o que é sentir o preconceito na pele. 
Às vezes, penso se ter preconceito é culpa da pessoa que o sente ou se ela é impotente frente à força que a sociedade tem (porque esta também é a origem do preconceito). Creio que, hoje, ninguém possa ser eximido de culpa porque todos sabem o que é ser preconceituoso, o que é não aceitar as características do outro. 
Ainda que seja difícil libertar-se do preconceito, não se deve desistir, porque a ausência total desse sentimento repulsivo é pré-requisito fundamental para o bom convívio neste planeta (esqueça a pretensa grandiloqüência da frase e atente para o significado. Obrigado). E eliminar o preconceito não significa acabar com a vida em Sociedade, já que esta não é, essencialmente, preconceituosa.
A dificuldade em acabar com o preconceito e a intolerância ao outro é imensa, infelizmente, mais ainda quando se pensa em escala mundial. É mais confortável, porém, pensar que pode acontecer.

atilac ter 15.jan.2002 21:05:00