De volta para o futuro
dom 20.maio.2001 15:35:00Quer viajar no tempo? Aguarde, isso vai acontecer logo
Átila Cavalcante
Publicado em 2001 no “Brazuca Atômica”, meu Projeto Experimental (TCC) da Faculdade de Comunicação Social – Jornalismo da PUC-SP
Fãs da série De Volta para o Futuro, atenção: a viagem no tempo está mais próxima do que nunca. Apesar de ninguém saber como ela será feita na prática, já é fato que não acontecerá em alta velocidade dentro de um De Lorean como aquele que Martin McFly usava no filme.
Em uma conferência de astrofísica em maio, Ronald Mallet, um pesquisador de física da Universidade de Connecticut, nos EUA, apresentou uma teoria considerada plausível e mais realista que todas as anteriores, sem nenhum impedimento teórico. Segundo ele, a condição para viajar no tempo (mais especificamente, para o passado) é gerar dois feixes de luz girando em círculos e em direções contrárias e, um detalhe importantíssimo: a uma temperatura muito próxima do zero absoluto (-273 ºC ou 0 K).
De acordo com o cientista (que nada tem de Doc Brown, o simpático e agitado cientista do filme), a baixíssima velocidade dos feixes de luz é necessária para criar uma considerável distorção no espaço-tempo, exigência para o sucesso da viagem.
Se essa teoria tivesse surgido no ano passado, haveria dois problemas. Um já foi superado; o outro, ainda não. O primeiro obstáculo – fazer os raios de luz circularem a uma velocidade quase tão baixa quanto os -273 ºC – foi transposto por dois pesquisadores em janeiro deste ano.
A Dra. Lene Hau, da Universidade de Harvard (que já conseguira baixar a velocidade da luz – também conhecida como constante “c” – de 297.000 km/s para 1,6 km), e Dr. Ronald Walsworth, do Centro de Astrofísica Harvard- Smithsonian, ambos nos EUA, fizeram o inimaginável: praticamente pararam a luz. A dupla iluminada obteve o feito fazendo um raio de luz passar por uma câmara recheada com condensado gasoso de átomos de sódio congelado a uma temperatura extremamente próxima do zero absoluto.
Com essa descoberta, tudo estaria perfeito, não fosse o segundo porém: o cientista Mallet – que sonha com a viagem temporal desde os dez anos de idade – ainda não sabe como fará para uma pessoa viajar nessas condições. Afinal, quem aguenta permanecer um segundo que seja nesse frio de rachar?
Poder para o blogueiro (Macmania 83)
sáb 28.abr.2001 18:46:00Sérgio Miranda
Colaboraram Átila Cavalcante e Mario AV



Programa adiciona som ao bate-papo, mas nem sempre
qua 09.fev.2000 22:14:00Átila Cavalcante
da Reportagem Local
09/02/2000 (publicado originalmente na Folha de S.Paulo)
Lançado no final de janeiro, o “HearMe” funciona como um acessório do “ICQ” -software de comunicação instantânea que conta com mais de 50 milhões de usuários no mundo todo.
Sua proposta é adicionar som ao popular programa de bate-papo.
Para utilizar o “HearMe”, o usuário precisar ter instalados placa de som, microfone e caixas acústicas. Com esses componentes, pode-se transferir o “HearMe” gratuitamente a partir do site www.hearme.com.
Após o download do arquivo de instalação, que leva menos de dois minutos em um modem de 56 Kbps (tem apenas 80 Kbytes), o programa verifica a versão do “ICQ” instalada no microcomputador.
A instalação só é concluída se a versão do “ICQ” for a 0.99a ou mais recente. Para baixar uma atualização do “ICQ”, basta apontar seu browser para www.icq.com/download.
O “HearMe” funciona aberto em uma minijanela do navegador, que deve ser a versão recente do “Internet Explorer”, do “Navigator” ou do soft da AOL).
Para conversar, os usuários devem estar navegando na mesma página. Se um estiver, por exemplo, em www.hearme.com, e outro, em www.icq.com, não poderão conversar.
Testes realizados pela Folha demonstraram que o “HearMe” é bastante instável. Em algumas ocasiões, funcionou bem: os interlocutores ouviram-se com nitidez. Em outras, o programa omitiu alguns sons.
Agência cria apresentadora virtual
qua 26.jan.2000 22:52:00MUNDO ONLINE
da Reportagem Local
26/01/2000 (publicado originalmente na Folha de S.Paulo)
Um empresa inglesa de notícias está criando o que promete ser a primeira apresentadora de TV virtual. É Ananova, que será lançada em abril pela PA New Media, uma agência de notícias da rede mundial de computadores.
Ela pode ser considerada “prima” de Webbie Tookay, modelo virtual criada em meados do ano passado pela Illusion 2K, uma divisão da Elite Models.
Mas, segundo a agência, Ananova será mais que “um rostinho bonito na rede”. Sua tecnologia aliará animação de games em 3D a um sistema de processamento instantâneo de notícias existente na empresa.
Engenheiros desenvolveram códigos que permitem uma linha completa de expressões e gestos, que estão ligados aos sistemas de conteúdo da agência. O objetivo é fazer com que a apresentadora atue conforme o tipo da notícia.
O site da ciberapresentadora terá um sistema de busca de notícias que alertará os usuários quando reportagens forem colocadas na rede.
“DNA digital”
Ananova é branca, tem olhos verdes e cabelos curtos (verdes e azuis). Segundo sua criadora, ela “nasce de um DNA digital -bits, bytes e rios de dados que correm nas veias da Internet”.
A apresentadora também não gosta de água, pois isso pode “acabar com o seu hardware”.
“Em um futuro próximo, será possível receber Ananova em uma grande variedade de plataformas digitais, até em televisões”, informa o site.
Os criadores estão confiantes na rentabilidade de Ananova. “Nós trabalhamos nela nos últimos nove meses. Agora ela está nos últimos testes”, diz o diretor da PA New Media, Mark Hird. “Será o produto com mais implicações para nossos negócios.”
Para ver Ananova em abril, será necessário ter o “RealPlayer” instalado. Ela apresentará notícias de tecnologia, economia, tempo e esportes. Nessa área, ela promete se destacar. Seus criadores dizem que Ananova tem conhecimentos incomparáveis de futebol.
(ÁTILA VITAL CAVALCANTE)
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/informat/fr2601200020.htm
